Mulheres e cidadania

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O Projeto Força Feminina – PFF – tem como missão “aproximar-se, compreender, acolher e acompanhar as mulheres em situação de prostituição contribuindo para que elas, em relação às suas vidas, possam ’fazer com as próprias mãos e caminhar com as próprias pernas’ através da construção conjunta pela conscientização e humanização”. Neste sentido, e assumindo tal compromisso, é que o Projeto Força Feminina realizou no mês de novembro o Seminário “Mulheres na batalha pela cidadania: Dialogando sobre mercantilização de corpos”, no Instituto Feminino, na Bahia, para marcar os 10 anos de luta do projeto pelo fim dos preconceitos.

O evento aconteceu nos dias 10 a 12 de novembro e contou com a presença de várias Instituições, além de estudantes de diversas áreas, que discutiram questões pertinentes à realidade das mulheres: mercantilização dos corpos, tráfico de pessoas, cidadania, economia solidária, organização popular, etnia, gênero.

O seminário teve como objetivos:

  • Possibilitar à sociedade o conhecimento da realidade, dos desafios e contrastes em que estão inseridas as mulheres em situação de prostituição, assim como apresentar a ação do Projeto Força Feminina junto a este público e de que modo vem desenvolvendo o trabalho nestes anos.
  •   Promover a participação da mulher em situação de prostituição, despertando uma consciência de seus valores e potencialidades, direitos e deveres, criando espaços onde elas possam tomar decisões, sendo protagonista de seu próprio desenvolvimento.
  •   Sensibilizar a organismos públicos, sociais, eclesiais, através da celebração dos 10 anos do Projeto Força Feminina, pressionando-os assim a se comprometerem com a transformação da realidade das mulheres em situação de prostituição.

A partir das reflexões surgidas no Seminário, o Projeto assumiu o compromisso de trazer para a sociedade algumas questões que precisam ser aprofundadas. Neste sentido viemos através desta carta trazer alguns dos desafios apresentados e vivenciados pelas mulheres que se encontram em situação de prostituição:

  • É necessário romper preconceitos, e desconstruir processo de estigmatização, de modo particular das mulheres inseridas em contexto de prostituição.
  • Queremos que se faça valer o respeito às mulheres nos vários espaços em que se encontram, respeito principalmente por parte de policiais que muitas vezes violam os direitos destas mulheres.
  • É inaceitável a violência cometida contra as mulheres. Neste sentido, juntamente com outros grupos de mulheres, repudiamos a supressão da Equipe Interdisciplinar da Vara de Combate à Violência Contra a Mulher no Estado da Bahia e que tem sido uma conquista da Lei Maria da Penha.
  • É inaceitável a mercantilização de corpos, particularmente de corpos femininos, assim como toda e qualquer forma de exploração contra crianças, adolescentes e mulheres e o tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.

 Queremos ainda recordar a violência cometida contra a Bernadete Souza Ferreira Santos, 42 anos, em Ilhéus, sul da Bahia. Ela, Mãe de Santo, foi violentada por policiais em seus direitos no assentamento Dom Helder Câmara, área federal, onde a Polícia Militar não pode atuar. Solidarizamos-nos com todos os grupos de mulheres que repudiam esta ação, mulheres negras que vêm denunciar, além da violência contra a mulher, a intolerância religiosa. É inaceitável este tipo de violência.

Através desta carta fica nosso compromisso de continuar atuando do processo de protagonismo das mulheres, mas também fica nosso protesto. Este protesto não está isolado. Pelo contrário. Ele se une aos vários protestos de mulheres, principalmente nestes 16 dias de ativismo e luta contra violência cometida às mulheres, assim como dia de luta contra todo e qualquer tipo de feminicídio. Nosso protesto pede atenção dos Órgãos Públicos, das diversas Instituições e do Estado para voltar o olhar para esta parcela da sociedade que são as mulheres em situação de prostituição. 

Projeto Força Feminina

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10 anos do Projeto Força Feminina
Solidário com a Mulher em Situação de Prostituição

Dias 10, 11 e 12 de novembro de 2010
Auditório do Instituto Feminino – Salvador – BA

Já estão confirmadas 270 incrições.

As primeiras 200 pessoas que chegarem ao local receberão uma bolsa do seminário; as demais receberão uma pasta.

As primeiras 160 pessoas que chegarem ao local do seminário serão acomodadas no Auditório do Instituto Feminino; as demais pessoas serão acomodadas na sala de projeção.

Objetivos

  • Possibilitar à sociedade o conhecimento da realidade, dos desafios e contrastes em que estão inseridas as mulheres em situação de prostituição, assim como apresentar a ação do Projeto Força Feminina junto a este público e de que modo vem desenvolvendo o trabalho nestes anos.
  • Promover a participação da mulher em situação de prostituição, despertando uma consciência de seus valores e potencialidades, direitos e deveres, criando espaços onde elas possam tomar decisões, sendo protagonista de seu próprio desenvolvimento.
  • Sensibilizar a organismos públicos, sociais, eclesiais, através da celebração dos 10 anos do Projeto Força Feminina, pressionando assim a organismos públicos e fazendo com que se comprometam com a transformação da realidade das mulheres em situação de prostituição.

 






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